terça-feira, 14 de agosto de 2012

Sem titulo/ without title



Era um dia muito iluminado
Quando me coloquei diante daquela mesa
E por ali, estava um monte de pessoas,
Mas meus olhos e minha atenção
Estavam virados para tão somente uma,
Todavia, minhas limitações eram visíveis
A ausência de atenção subtraía minha alegria,
Multiplicava a minha tristeza e dividia o meu coração.
E nesse dia minhas forças e minha fé foram renovadas,
Logo se encheu de cor, pude adentrar no significado da vida,
Nos predicados do meu ser. Contudo, meu corpo ainda sentiu a dor
De não existir um coração pulsando forte.

Felipe Junio

sábado, 2 de junho de 2012

Metrô part 3/ subway part 3/ метро часть 3




   E diante daquele sofrimento que eu sentia a cada segundo que passava, me aproximei de Marta e ela com a face mostrando medo e espanto permaneceu intacto sem sair sequer uma palavra de sua boca desesperado eu sem saber o que estava acontecendo, perguntei:
- Por que você fez isso comigo? Se durante o tempo todo desde quando nos conhecemos, sempre tratei você como uma verdadeira mulher com respeito, carinho, companheirismo e principalmente atenção nos momentos que você parecia não estar bem.
Marta, então ficou uns 5 segundos sem falar nada, depois ela gaguejando muito disse:
- Fernando, você foi uma pessoa diferente de todas que eu conheci uma pessoa praticamente perfeita, mas não quero ver você se culpando por mim se tive esta atitude porque fui atrás de aventura e divertimento embora no final, acabei percebendo que uma aventura é um momento e um amor é pra vida toda, você não merece passar por tudo isso por causa de uma pessoa que não te valorizar e não te respeita.
   E naquele momento fiquei praticamente imóvel a minha atenção desorientada semelhantemente à de uma bússola entre dois pólos de um planeta e vi Carlos que logo apareceu meio assustado dizendo desculpas e que não merecia estar vivo, eu sai daquela casa triste e desesperado fui para outra cidade mais isolada, chegando lá avistei um bar mais próximo e bebi muito, bastante tonto saí de lá, passando perto de uma ponte embaixo havia um rio muito profundo como a tristeza que eu sentia no meu coração, pensei em me jogar, mas a minha consciência bateu muito forte e acabei não realizando o que eu queria, resolvi então voltar pra cidade onde morava em casa chorei bastante, o tempo passou apenas no relógio por que dentro de mim a dor era um ponteiro que tinha travado a cada segundo que passava, perdi um bom emprego, entrei em depressão e sozinho numa casa escura e silenciosa da noite.
   No dia seguinte pior do que estava no dia anterior, tive uma grande surpresa recebi uma carta quando fui ler era de Marta dizendo que gostava muito de mim, mesmo se envolvendo com outra pessoa ainda se lembrava dos bons momentos em que passamos e por causa dessa desgraça que ela cometeu não devia estar presente nesse mundo. 
   Fiquei sem saber o que ela queria dizer com aquilo fiquei muito incomodado então fui atrás dos Parentes dela mais próximos e perguntei o que estava acontecendo e eles me disseram que ela se matou por não suportar tanto sofrimento na vida e que me fez passar e também porque Carlos não era um bom companheiro nem se importava com os sentimentos dela e sem absoluta consciência do que fazia deixou os filhos deles na casa dos parentes de Marta, horrorizado com essa historia resolvi voltar para casa estava desconsolado e perdido na vida como um sopro sem direção dependendo do clima como estava, sendo o meu se tratar de uma tempestade alastrando tudo chegando à estação de metrô naquela noite silenciosa sem grande movimento de pessoas e via-se no máximo um guarda fazendo a segurança do local, lá dentro do metrô refletindo sobre a minha vida ou uma cruz que eu carregava à medida que o ponteiro do relógio se movia percebi a maior perda da vida é aquela a que morre dentro de nós enquanto vivemos.

Douglas Cardoso

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Sonho/ dream/ мечта/ Traum






Não adianta expressar, o que uma mulher gosta se ainda, ela não consegue enxergar um homem que realmente há observa.
Não adianta em falar, de o quanto a gente ama aquela pessoa é preciso perceber e reconhecer o esforço que uma pessoa faz pra tentar te conquistar independentemente da religião, cultura e outros fatores externos.
Não é só falar, escrever ou postar frases bonitas, tem que ser verdadeiro, buscar a cada instante, motivos para que aquela pessoa sinta saudades, queira estar andando trilhando esse caminho que chamamos de vida.
Não há satisfação maior do que aquela que sentimos quando proporcionamos alegria aos outros, essa alegria nos rouba deixa-nos tão contentes que o tempo passa, por isso é preciso saber valorizar na pratica quem realmente gosta de você e não aquela pessoa que te trata como opção, cada um deve acreditar nos seus sonhos mesmo que pareça impossível, por que os nossos sonhos são também os sonhos de DEUS!
Nossos Sonhos são a busca da felicidade, o caminho muitas vezes é árduo mais é compensador, pois temos um guia que nunca nos abandonar sempre estará ali, aguardando, atento, nos vigiando, pois nunca sabemos em qual momento faremos uma coisa estupidamente burra, sem antes ter o consultado, fazendo, com que isso seja nossa página de arrependimento.





Douglas Cardoso (Adaptado por: Felipe Junio)

sábado, 10 de março de 2012

Metrô part 2/ subway part 2/ метро часть 2



... Um bilhete de hotel, a única pista de onde os dois poderiam estar.
Eu estava completamente sozinho, não tinha amigos, os únicos em que eu confiava eram Carlos e Marta, a partir daquele momento passei a desconfiar de tudo, até mesmo de mim. Quando cheguei ao hotel, na mesma cidade aonde eles poderiam estar, eu mesmo peguei meus pertences, estavam muito pesados, mas não era motivo de confiar naquele rapaz, que pegava as malas, de certa forma eu fiquei observando-o e vi que cada pessoa ele tratava diferente, e assim ia escondendo um trem aqui outro lá, mas, demonstrava ser um rapaz contrário, mesmo cometendo aquilo tudo, me parecia que não era por vontade e sim a necessidade de um garoto com a mãe em fase terminal de vida. Após uma conversa com o garoto, percebi que estava no lugar certo, ele reconheceu Marta, esta informação lhe rendeu muito mais do que imaginava.
Dias se passaram vasculhei toda a cidade, minhas esperanças iam se esvaindo aos poucos, eu estava por ali perto de um beco escuro, entrei em um bar, comecei a beber, todas as lembranças fazia-me despencar, de copo em copo, minha história ia-me degustando e aos poucos, a garoa penetrava em meus olhos, não sei se era por ódio ou por ainda amar demais, lembrava dos momentos felizes que tivemos os pássaros que contávamos, das flores, e e dos retratos dos laços, que tinham me degolado... Tudo me vinha naquele momento...
No quarto ou quinto copo entrou uma moça no bar, percebendo minha presença ela ficou desconcertada, fiquei mais ainda, quando eu vi que era Marta, ela acelerou em direção a saída, me reconheceu na hora, e eu sem pensar muito fui atrás, ela estava a dois segundos em minha frente, entrei em meu carro e segui, sem direção, sem rumo, a vingança era meu combustível, o coração batia acelerado, em busca de resposta, e naquele momento travei uma briga, cérebro versus coração, pensamentos reais versus imaginários, o passado a todo instante sendo “rejuvenescido”. 
Ela chega em uma casa, cerca de trinta quilômetros longe do bar, longe da cidade, um lugar, tão comum, era o mesmo em que a dois anos atrás eu e Marta, passamos juntos a lua de mel, um lugar que era pra trazer felicidade, não trazia, pelo contrário, me via a cada instante destruído, a dor era chegava a gritar pedindo-me para sair, que ela mesmo já não suportava, ali não tinha metrô, mas via-me novamente impedido por pessoas. Marta desce do carro, e em direção dela chega uma menina e um menino de aproximadamente três anos, nem percebi muito as suas características, pois o pai deles, pediu para que entrassem, que estava, fazendo muito frio, era Carlos.
O tempo não foi generoso com Carlos, estava com uma cicatriz enorme no rosto, tão grande quanto a minha, os dois entraram na casa, ela olhou para trás, não me viu, abaixou a cabeça, e segui destino. Andei em direção a janela, estavam todos na mesa do jantar, Marta estava pensativa, todos rindo, conversando alto, e ela calada pensando, sem mexer um dedo na comida, horas depois Carlos caminhou em direção ao quarto das crianças, Ana e Pedro Mateus, esse era o nome deles, os mesmo que eu havia dito pra Marta, em nossa lua de mel.
Não demorou muito e logo estabeleceu-se aquele silêncio, pude adentrar na casa, vi muitas fotos, umas Carlos e as crianças, alguns  Carlos e Marta, outros só Marta e as crianças e uns dois com a família inteira, mas os únicos em que Marta estava rindo era com as crianças, havia um que estava ao lado da  cama em que usamos em nossa lua-de-mel, Marta e Carlos, ela estava flutuando em pensamentos, que quase foram pegos pela  câmera, sem querer eu topo em uma luminária que estava em cima da mesa, ela cai, o barulho e tão alto que ate mesmo meu coração acorda e começa a bater de forma acelerada, escultei passos em minha direção, a casa era muito grande não sabia de qual lado estava vindo, e como estava chovendo lá fora, os raios fortes viam e clareavam a casa, em intervalos de dois segundos, de repente os passos ficam mais perto, já sentia a respiração da outra pessoa, a força da natureza age e um raio deixa toda a sala clara... (Continua).

Felipe Junio

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Eterno/ eternal/ вечный/ ewig

Durante muito tempo estive procurando quantidades, se apegando ao estereótipo, quando ganha-se maturidade essas coisas pequenas da vida vai se esvaindo aos poucos e a gente vai percebendo que a quantidade nem sempre vem com qualidade, pra ser feliz não basta dizer um que ama, sorrir ou estar sempre disposto tem que ir além, conquistar a cada dia o amor da pessoa que amamos, assim se tornará eterno em cada coração.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Declaração de Amor/ Declaration of Love/ Признание в любви


Nós já nos conhecemos há muito tempo, e daquele dia em diante, uma emoção cresceu dentro de mim, e ela fica mais forte a cada minuto que estou perto de você, àquela vontade de te beijar, de te chamar de amor, de ter você do meu lado, é proporcional a sua presença, nunca me pronunciei por falta de experiência ou timidez demais.  Sei que à vida inteira o que me faz seguir em frente, acordar a cada dia, querendo você cada vez mais, é o que esta dentro de você, à mulher que conheço, e quero conhecer muito mais, porque  farei de tudo para que nossa história tenha vírgulas, mas nunca um ponto final.
Felipe Junio

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Metrô part 1/ subway part 1/ метро часть 1

Foi em uma sexta-feira dessas típicas de verão, fazia muito frio, o céu parecia despencar, estava esperando o ônibus, sozinho, cansado, triste, três dias atrás, tinha tido uma decepção. Não era nada novo, porque aquele estado já era comum. Fiquei olhando fixo pra um lugar, quando sou surpreendido por uma garota.
­­- Está pensando na “morte da bezerra”?
- (Risos) Não, só estava viajando no passado.
- Pra que se preocupar? O próprio nome já o condena. Qual é seu nome, estranho?
- Não sei, só não quero que ele vire presente. O meu é Fernando e o seu?
- O meu é Marta.
Naquele dia meu passado, foi reduzido a pó, mesmo com isso ele me perseguia. Eu e Marta começamos a namorar pra mim ela tinha o sorriso mais lindo, sincero, encantador, a cada olhar me enlouquecia, estava totalmente entregue, vitima perfeita, preza fácil.
Após um ou dois meses, não me lembro muito bem, fomos na casa de um amigo meu, já tínhamos casado. Carlos foi o irmão que eu não tive, conhecidos dês de pequenos.
- Carlos o que você quer ser quando crescer?
- Ah Fernando, ainda não sei, irmãozinho, mas quero que nossa amizade cresça junto com a gente.
Apresentei Marta a Carlos, tava tudo absolutamente normal, eles conversavam sobre eu, ele falava das coisas que aprontávamos quando éramos pequenos, ela falava como mim conheceu, os dias atuais comigo... Após meia hora de conversa, eu apenas concordando, fomos embora. Chegando a nossa casa, Marta começou a ficar tonta, enjoada, correu para o banheiro, perguntei:
- O que foi? Quer ir ao médico?
- Não precisa, foi só o almoço, que não caiu bem, vamos deitar.
Fiquei com aquilo na cabeça, antes de deitarmos, tomamos um vinho, não demorei muito e peguei no sono, no dia seguinte acordei com uma forte dor de cabeça, parecia ter levado uma pancada, olhei para os lados, corri pela casa inteira e Marta não estava o medo tomou conta do meu corpo, meu passado veio à tona, fui ao guarda-roupa, para a minha decepção somente minhas roupas estavam ali, as dela não, corri desesperado pra janela e avistei Marta com uma mala andando rápido, corri pra ver se era ela, topei em quem estava na minha frente, eles só me retardando, ela ia em direção ao metrô, acelerei, parei e em uma fração de segundos, meus olhos viram o que não queriam, começou a chover dentro deles e no meio daquela multidão eles estavam completamente só, ela arrancou meus sonhos quando beijou aquele homem que não deu pra mim enxergar muito bem, porque o metrô partiu.
Corri disparado, abatido, enganado, precisava por tudo aquilo pra fora, fui à casa do meu “irmão” Carlos, bati forte na porta e ninguém aparecia, arrebentei a porta, a casa estava sem ninguém, e todos os pertences dele havia sumido, suas roupas, sua mala, seu cofre estava aberto, todo o seu dinheiro não estava lá... Saí da casa imaginando coisas, mas não estava acreditando, até que uma senhora... O meu filho está procurando quem? O senhor Carlos saiu bem cedo, com uma mala, e aquela mulher que você veio com ela àquela noite. Nem esperei ela terminar, corri a chuva nos meus olhos aumentaram, fiquei pensando, quem dizia ser meu melhor amigo fugiu com minha mulher, parei no primeiro bar, bebi até ficar tonto, mas não perdi a consciência, voltei à casa de Carlos, procurando alguma pista, para onde eles foram, vasculhei tudo, e quando já estava saindo, quando encontro uma pista... (continua)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Amigos/ friends/ Друзья/ Freunde

Em certo dia, desses típicos de inicio de ano, a luz vinha engolindo aos poucos a escuridão da noite, o sol se abrindo por entre as nuvens, manifestando-se repleto de novidades. Eu perplexo parei a observá-lo, e de tanto observá-lo parece que estávamos em mesma sintonia, devido a isto pude navegar em seu mundo, adentrar em seu reino. O que me possibilitou conhecer pessoas que se tornaram ingredientes na receita da minha vida, sem elas a vida fica sem sentido, perde seu tempero, essas pessoas são nominadas de amigos. "Amigo vêm sem avisar, e quanto menos se espera ele lhe rouba o coração, e lhe entrega de volta".

Felipe Junio

sábado, 7 de janeiro de 2012

Minha inspiração part 2/ My inspiration part 2/ Мое вдохновение часть 2

Se antes eu gaguejava agora não acontece mais... Voltei a declamar o poema com os olhos fixo em uma só direção... Ao término a platéia levantou-se e começaram os aplausos e com estes lagrimas, não sei se era de felicidades ou de tristeza. Naquele momento minha atenção era voltada somente nela, a moça quem me servirá de inspiração, percebendo meu desconcerto, começa a caminhar em direção á saída. Sigo na mesma direção, passando por uma multidão, uns me abraçando retardando-me mais e mais, até quando eu consigo chegar ao lado de fora, olho para os lados e percebo a sua presença. Se antes eu declamava para 500 pessoas, agora declamava para somente uma, dessa vez ela saberia dos detalhes, de onde surgiu a inspiração para tudo aquilo. Perguntou-me: porque tantas pausas, tantas vírgulas e porque tinha transformado ela como fonte de inspiração? Quando comecei a responder, um cara chama o nome dela, sem querer ir atenciosa na resposta, ela vai olhando-me fixamente entra no carro dele, um esportivo de luxo, e em menos de segundos eles somem... Começo a responder para mim mesmo a pergunta que ela deixou. “As pausas são por que, você me ver somente como amigo, diferente de mim que te vejo muito além da amizade, fato que até me inspirei no amor que sinto por você e fiz este poema, que conseguiu tocar 499 corações, mas o que eu queria realmente tocar nesta noite era o seu, as vírgulas são marcadas pela sua indiferença, ou talvez por você tiver somente visão de amigos entre nós, podem ser também as coisas que nos deixam cada vez mais como amigos, as conclusões de que nunca teremos um futuro á dois, a não ser por intermédio da amizade, o medo de no futuro acorda pela manhã e não a vela do meu lado, chegar à nossa casa do trabalho e não poder beijá-la, planejar o futuro, discutir qual o nome do primeiro filho, quem vai levantar quando ele estiver chorando, quem vai buscá-lo ou deixa-lo na escola e o motivo que lhe transformei como fonte de inspiração foi para tentar acabar com as pausas e vírgulas que nos cercam na vida real...”.
Quando terminei minha resposta, que era proclamada em um tom muito elevado percebo que meu celular estava com uma ligação em transito, olho assustado e vejo que o numero era o dela, olho para os lados e não vejo ninguém, vou para casa chegando lá quando tiro as chaves do bolso, sou surpreendido por beijos e palavras doces, conheci rapidamente de quem era aquele cheiro, aquela voz. Então, percebi que meu poema tinha conquistado as 500 pessoas daquela noite. Fim...
Felipe Junio

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Refletindo / reflecting

“Hoje percebo que por mais que eu lute o tão avassalador sejam meus ataques eles não conseguem romper a cápsula que nos separa. Um sábio amigo me falou que: “Se hoje as rosas choram, é por que elas amanham podem acordar sorrindo”. Mas neste caso em especial, elas choram hoje e quando vou procurá-las pela manhã querem ficar sozinhas, não falam comigo, tristes e reparando mais em cima, da altura dos olhos, percebo que elas fazem o mesmo que faziam ontem.”.
 Felipe Junio

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Minha inspiração part 1/ My inspiration part 1/ Мое вдохновение часть 1

Em uma bela noite, eu estava em um local aonde suportava no máximo 500 pessoas. Iria apresentar meu poema, para minha surpresa os 499 ingressos tinham-se esgotados, um eu mandara para moça quem havia me inspirado. Lá de cima a visão dos 500 lugares era privilegiada. A hora da apresentação foi chegando, as pessoas calmamente ocupavam seus lugares, a ansiedade foi me dominando, o medo de a moça não vir também, porque ela não imaginava de onde vinha toda a influência daquele poema.
O tempo de certa forma decolou naquela noite, sai das cortinas a platéia começou a aplaudir, para muitos a alegria bateria naquele instante. Todavia, para mim esta não veio, porque vi um lugar vazio, o mesmo em que constava no ingresso em que eu tinha enviado aquela doce inspiração. Comecei a gaguejar palavras não saião, já via rostos impacientes, mesmo com essas dificuldades, fui declamando o poema, o frio tomou conta do meu corpo. Logo, foi surgindo àquela bela e maravilhosa mulher, parei o poema, a platéia também parou e virou-se na direção em que os meus olhos penetravam fixamente, meu corpo esquentou tão rápido que parecia que a matéria tinha se transformado em energia, esta que eliminou todas as minhas fraquezas.