terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Metrô part 1/ subway part 1/ метро часть 1

Foi em uma sexta-feira dessas típicas de verão, fazia muito frio, o céu parecia despencar, estava esperando o ônibus, sozinho, cansado, triste, três dias atrás, tinha tido uma decepção. Não era nada novo, porque aquele estado já era comum. Fiquei olhando fixo pra um lugar, quando sou surpreendido por uma garota.
­­- Está pensando na “morte da bezerra”?
- (Risos) Não, só estava viajando no passado.
- Pra que se preocupar? O próprio nome já o condena. Qual é seu nome, estranho?
- Não sei, só não quero que ele vire presente. O meu é Fernando e o seu?
- O meu é Marta.
Naquele dia meu passado, foi reduzido a pó, mesmo com isso ele me perseguia. Eu e Marta começamos a namorar pra mim ela tinha o sorriso mais lindo, sincero, encantador, a cada olhar me enlouquecia, estava totalmente entregue, vitima perfeita, preza fácil.
Após um ou dois meses, não me lembro muito bem, fomos na casa de um amigo meu, já tínhamos casado. Carlos foi o irmão que eu não tive, conhecidos dês de pequenos.
- Carlos o que você quer ser quando crescer?
- Ah Fernando, ainda não sei, irmãozinho, mas quero que nossa amizade cresça junto com a gente.
Apresentei Marta a Carlos, tava tudo absolutamente normal, eles conversavam sobre eu, ele falava das coisas que aprontávamos quando éramos pequenos, ela falava como mim conheceu, os dias atuais comigo... Após meia hora de conversa, eu apenas concordando, fomos embora. Chegando a nossa casa, Marta começou a ficar tonta, enjoada, correu para o banheiro, perguntei:
- O que foi? Quer ir ao médico?
- Não precisa, foi só o almoço, que não caiu bem, vamos deitar.
Fiquei com aquilo na cabeça, antes de deitarmos, tomamos um vinho, não demorei muito e peguei no sono, no dia seguinte acordei com uma forte dor de cabeça, parecia ter levado uma pancada, olhei para os lados, corri pela casa inteira e Marta não estava o medo tomou conta do meu corpo, meu passado veio à tona, fui ao guarda-roupa, para a minha decepção somente minhas roupas estavam ali, as dela não, corri desesperado pra janela e avistei Marta com uma mala andando rápido, corri pra ver se era ela, topei em quem estava na minha frente, eles só me retardando, ela ia em direção ao metrô, acelerei, parei e em uma fração de segundos, meus olhos viram o que não queriam, começou a chover dentro deles e no meio daquela multidão eles estavam completamente só, ela arrancou meus sonhos quando beijou aquele homem que não deu pra mim enxergar muito bem, porque o metrô partiu.
Corri disparado, abatido, enganado, precisava por tudo aquilo pra fora, fui à casa do meu “irmão” Carlos, bati forte na porta e ninguém aparecia, arrebentei a porta, a casa estava sem ninguém, e todos os pertences dele havia sumido, suas roupas, sua mala, seu cofre estava aberto, todo o seu dinheiro não estava lá... Saí da casa imaginando coisas, mas não estava acreditando, até que uma senhora... O meu filho está procurando quem? O senhor Carlos saiu bem cedo, com uma mala, e aquela mulher que você veio com ela àquela noite. Nem esperei ela terminar, corri a chuva nos meus olhos aumentaram, fiquei pensando, quem dizia ser meu melhor amigo fugiu com minha mulher, parei no primeiro bar, bebi até ficar tonto, mas não perdi a consciência, voltei à casa de Carlos, procurando alguma pista, para onde eles foram, vasculhei tudo, e quando já estava saindo, quando encontro uma pista... (continua)

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