E percebi também, nas minhas primeiras horas explorando este novo lugar, lindo mais vazio, o quanto eu era dependente.
O quanto eu dependia do amor e das pessoas que me cercavam, olhava para o lado e só via desconhecidos, não via espaço para mim ou para um sorriso. E, para "ajudar" a situação, que já era complicada, esqueci que eu não havia planejado nada, vim totalmente na empolgação, totalmente preso nessa grande força da inexperiência.
Ao olhar mais em volta e ler alguns cartazes, vi que os habitates desse lugar estavam no mês de férias e que a cidade estava praticamente sozinha, com Hotéis e Albergues fechados.
Quando percebi que já estava escurecendo e que eu já havia andado quase que por 3 horas atrás de Hotel ou alguém que me compreendesse, pois eu ainda não falava muito bem o idioma, a mistura desses ingredientes foram receitas chaves para o meu choro e desespero, me senti sozinho, sozinho no meio da rua, sem saber o que fazer ou como fazer.
O medo tomou conta das minhas emoções e sentimentos, comecei a tremer achando que iria dormir na rua ou largado (com uma mala gigante, andando pra lá e pra cá), de tanto andar, sentei e pensei comigo mesmo, fiz amizade comigo e me aconselhei. Mesmo assim, a tristeza enraizava-se dentro de mim, parecia um buraco negro alimentando-se do meu sofrimento.
Mas, esse buraco negro não era tão grane assim e em pouco tempo, consegui vencê-lo. Achei um taxista muito amigável e que me ajudou a encontrar um Hotel aberto, apesar de eu ter pago caro neste hotel, ao chegar ali e ver aquele quarto limpo com a cama arrumada, me senti como se tivesse em casa e desabei na cama e, em mim formou-se uma mistura de alegria com tristeza, uma verdadeira mistura de sentimentos, que finalizou o meu dia com uma tendência para a felicidade.