sábado, 2 de junho de 2012

Metrô part 3/ subway part 3/ метро часть 3




   E diante daquele sofrimento que eu sentia a cada segundo que passava, me aproximei de Marta e ela com a face mostrando medo e espanto permaneceu intacto sem sair sequer uma palavra de sua boca desesperado eu sem saber o que estava acontecendo, perguntei:
- Por que você fez isso comigo? Se durante o tempo todo desde quando nos conhecemos, sempre tratei você como uma verdadeira mulher com respeito, carinho, companheirismo e principalmente atenção nos momentos que você parecia não estar bem.
Marta, então ficou uns 5 segundos sem falar nada, depois ela gaguejando muito disse:
- Fernando, você foi uma pessoa diferente de todas que eu conheci uma pessoa praticamente perfeita, mas não quero ver você se culpando por mim se tive esta atitude porque fui atrás de aventura e divertimento embora no final, acabei percebendo que uma aventura é um momento e um amor é pra vida toda, você não merece passar por tudo isso por causa de uma pessoa que não te valorizar e não te respeita.
   E naquele momento fiquei praticamente imóvel a minha atenção desorientada semelhantemente à de uma bússola entre dois pólos de um planeta e vi Carlos que logo apareceu meio assustado dizendo desculpas e que não merecia estar vivo, eu sai daquela casa triste e desesperado fui para outra cidade mais isolada, chegando lá avistei um bar mais próximo e bebi muito, bastante tonto saí de lá, passando perto de uma ponte embaixo havia um rio muito profundo como a tristeza que eu sentia no meu coração, pensei em me jogar, mas a minha consciência bateu muito forte e acabei não realizando o que eu queria, resolvi então voltar pra cidade onde morava em casa chorei bastante, o tempo passou apenas no relógio por que dentro de mim a dor era um ponteiro que tinha travado a cada segundo que passava, perdi um bom emprego, entrei em depressão e sozinho numa casa escura e silenciosa da noite.
   No dia seguinte pior do que estava no dia anterior, tive uma grande surpresa recebi uma carta quando fui ler era de Marta dizendo que gostava muito de mim, mesmo se envolvendo com outra pessoa ainda se lembrava dos bons momentos em que passamos e por causa dessa desgraça que ela cometeu não devia estar presente nesse mundo. 
   Fiquei sem saber o que ela queria dizer com aquilo fiquei muito incomodado então fui atrás dos Parentes dela mais próximos e perguntei o que estava acontecendo e eles me disseram que ela se matou por não suportar tanto sofrimento na vida e que me fez passar e também porque Carlos não era um bom companheiro nem se importava com os sentimentos dela e sem absoluta consciência do que fazia deixou os filhos deles na casa dos parentes de Marta, horrorizado com essa historia resolvi voltar para casa estava desconsolado e perdido na vida como um sopro sem direção dependendo do clima como estava, sendo o meu se tratar de uma tempestade alastrando tudo chegando à estação de metrô naquela noite silenciosa sem grande movimento de pessoas e via-se no máximo um guarda fazendo a segurança do local, lá dentro do metrô refletindo sobre a minha vida ou uma cruz que eu carregava à medida que o ponteiro do relógio se movia percebi a maior perda da vida é aquela a que morre dentro de nós enquanto vivemos.

Douglas Cardoso